Anulado júri sobre advogado que morreu ao tentar separar briga em Juiz de Fora
12/05/2026
(Foto: Reprodução) Advogado Geraldo Magela Baessa Ríspoli morreu ao tentar separar briga em Juiz de Fora
Arquivo pessoal
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais aceitou recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e anulou a decisão do Conselho de Sentença que julgou Edimilson Pereira Costa pela morte do advogado Geraldo Magela Baessa Ríspoli.
A decisão determina que o réu seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri de Juiz de Fora.
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Geraldo Magela, à época com 72 anos, morreu após cair e bater a cabeça no chão ao tentar separar uma briga entre Edimilson e um ex-colega de trabalho, na rua Eugênio Fontainha, no bairro Manoel Honório, na noite de 17 de junho de 2024.
No julgamento, ocorrido em outubro de 2025, a acusação pediu a condenação por homicídio com dolo eventual, mas o júri desclassificou o crime. Os jurados consideraram que Edimilson, embora tenha agido com imprudência, não teve intenção de matar a vítima nem assumiu esse risco. Por isso, ele foi condenado por homicídio culposo e solto logo em seguida.
🔎 Homicídio com dolo eventual ocorre quando não há intenção de matar, mas se assume o risco, enquanto o culposo acontece por imprudência, negligência ou imperícia, sem intenção de matar.
Idoso morreu durante discussão na rua Eugênio Fontainha, em Juiz de Fora
Rodrigo Souza /TV Integração
O recurso apresentado pelo Ministério Público considerou que o julgamento desconsiderou as provas dos autos.
Em nota enviada à imprensa, a família do advogado informou que o processo “demonstra que ele tentou intervir em uma discussão verbal e foi agredido com dois socos, direcionados exclusivamente a ele”. Ainda conforme o texto, os familiares receberam a decisão de anulação com “respeito e esperança de que, no novo júri, os fatos sejam analisados de forma técnica, imparcial e fiel às provas produzidas no processo”.
O g1 entrou em contato com a defesa de Edimilson, que informou que vai aguardar a publicação do acórdão para se manifestar.
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