Chuva atingiu 94% do comércio em Ubá; prejuízo pode chegar a R$ 500 milhões

  • 05/03/2026
(Foto: Reprodução)
Empresários e comerciantes de Ubá-MG tentam se reerguer depois da enchente que devastou a cidade A enchente que atingiu Ubá deixou um rastro de destruição em um dos principais polos moveleiros do país. Um levantamento da Associação Comercial aponta que mais de 94% dos estabelecimentos foram atingidos pela enchente, e o prejuízo que pode chegar a R$ 500 milhões. Além do calçadão da Rua São José, principal ponto de comércio da cidade, fábricas e lojas instaladas no entorno do Rio Ubá também tentam calcular os prejuízos e retomar as atividades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp “Foi um volume tão grande de água que ela rodou dentro da empresa. Então misturou peças. Algumas ficaram em cima das máquinas, outras foram carregadas pela água”, lembrou Stefan Paschoalino, proprietário de uma fábrica que produz móveis para todo o país. Ao todo, são mais de 60 equipamentos na linha de produção, alguns avaliados em até R$ 3 milhões. Alguns estão recebendo limpeza especial de alunos do curso técnico do Senai como tentativa de recuperação. “Estamos desmontando os componentes eletrônicos, fazendo uma limpeza geral usando álcool etílico para ver se funciona”, explicou Célio Paschoalino, ex-diretor do Sesi/Senai e voluntário da iniciativa de limpeza. Polo moveleiro de Ubá foi impactado pela enchente que passou pela cidade no dia 23 de fevereiro TV Integração 36 empresas mapeadas com danos graves O balanço indica que cerca de 12 mil produtos, incluindo cômodas, guarda-roupas e armários de cozinha, foram atingidos no dia da enchente. Segundo o Sindicato das Indústrias Moveleiras, Ubá tem cerca de 470 empresas no setor. Pelo menos 50 foram atingidas pela enchente, e 36 já estão mapeadas com danos mais graves. Ruas do entorno do Rio Ubá foram desvastadas pela enchente TV Integração/Reprodução “Ubá é o terceiro polo moveleiro do país, o maior de Minas. Só em Ubá são 16 mil trabalhadores dentro da indústria moveleira. É um movimento ainda muito conturbado, mas acredito que nos próximos dias muitas das coisas serão ajustadas”, destacou Gilberto Coelho, presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersind). Segundo a Associação Comercial, mais da metade das empresas avalia a possibilidade de fechar temporariamente se não houver apoio financeiro. “Dos micro e pequenos, 83% declarou que não tem condição de voltar se não tiver apoio de crédito, ajuda do Governo ou outra forma de captar recurso financeiro”, destacou Elias Coelho, presidente da Associação Comercial. Homem desaparecido Além das perdas materiais, a cidade soma também sete mortes causadas durante o temporal. O corpo de Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, ainda não foi localizado, e o Corpo de Bombeiros estava no 11º dia de buscas nesta quinta-feira (5). Luciano foi arrastado pela correnteza próximo à ponte da Rua Antônio Batista. Ele é namorado de Edna Almeida Silva, a mulher que resistiu 3 horas abraçada a um poste para não ser levada pela enxurrada. Segundo os bombeiros, as equipes de resgate trabalham de forma conjunta em várias frentes para localizar a vítima. Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM: 'Maior tragédia da história', diz prefeito de Ubá após temporal deixar mortos e desaparecidos Vítimas da enchente em Ubá poderão emitir gratuitamente a carteira de identidade; saiba como Vice-prefeito de Ubá tem casa condenada após temporal na cidade: 'Perdemos o nosso sonho' VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/03/05/chuva-atingiu-94percent-do-comercio-em-uba-prejuizo-pode-chegar-a-r-500-milhoes.ghtml


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