Família denuncia que polícia dos EUA matou brasileiro após pedido de ajuda a serviço de saúde mental

  • 06/03/2026
(Foto: Reprodução)
Brasileiro Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, foi morto a tiros pela polícia de Powder Springs Arquivo pessoal Um brasileiro de 34 anos foi morto a tiros por policiais em Powder Springs, cidade no estado da Geórgia (EUA), na última terça-feira (3). Segundo familiares, Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, morava em Acworth há mais de 20 anos e foi baleado sem motivo enquanto conversava com conselheiras do governo para receber tratamento psicológico e psiquiátrico. Apesar da versão apresentada pelos parentes, o Departamento de Polícia de Powder Springs alega que o homem sacou uma arma durante uma ocorrência relacionada à saúde mental (leia mais abaixo). No entanto, a mãe nega que o filho estivesse armado. O caso é apurado pela Agência de Investigação da Geórgia, um órgão estadual que funciona como a Polícia Civil no Brasil. Procurado pela TV Globo para um posicionamento, o Ministério das Relações Exteriores informou que tem ciência do ocorrido e está em contato com a família do brasileiro. "Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros", completou o Itamaraty. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pedido de ajuda Em entrevista à TV Globo, a mãe da vítima, que pediu para não ser identificada, relatou que Gustavo apresentava sinais de transtornos psiquiátricos, mas recusava ajuda profissional e nunca teve um diagnóstico. Na semana passada, ele chegou a ficar alguns dias sem falar com a família antes de procurar os parentes demonstrando interesse em receber assistência. Após retomar o contato com os familiares, na última terça-feira, o brasileiro se encontrou com a mãe dele e duas profissionais de saúde mental do governo da Geórgia no estacionamento de um supermercado de Powder Springs para conversar. "A ideia era, pelo menos, fazer uma triagem. Ele começou a conversar com elas, explicou o que sentia e os problemas que estava enfrentando. Durante a conversa, ele começou a falar mais alto, mas não agrediu ninguém, apenas ficou nervoso com a situação", disse uma prima. Ainda conforme os familiares, em determinado momento, policiais chegaram ao local dizendo que receberam uma denúncia sobre uma pessoa com transtornos mentais em surto. "Naquele momento, ele não estava em surto, mas a chegada dos policiais acabou desencadeando esse medo que ele já tinha dos agentes, e então ele começou a se desesperar", contou. Por causa da situação, a mãe dele teve um mal-estar e foi levada ao hospital por uma ambulância, enquanto Gustavo ficou no estacionamento com os policiais. "Durante o atendimento da mãe no hospital, ela recebeu a informação de que ele havia sido morto com quatro disparos, incluindo um atrás da cabeça", concluiu a prima. A família contesta a versão da polícia de que ele estava armado (leia mais abaixo). O que diz a polícia americana O Departamento de Polícia de Powder Springs diz que agentes da Agência de Investigação da Geórgia investigam um tiroteio na última terça-feira (3). De acordo com o órgão, o brasileiro Gustavo Guimarães, residente de Acworth, foi morto a tiros no incidente, por volta das 21h, no quarteirão 3.000 da New MacLand Road. "Ao chegarem ao local, os policiais entraram em contato com Guimarães. Durante a abordagem, Guimarães sacou uma arma. Os policiais, então, atiraram em Guimarães, atingindo-o várias vezes", informou o departamento. Ainda segundo a polícia americana, nenhum policial ficou ferido. Já o brasileiro foi levado ao hospital, onde teve a morte confirmada. "Assim que a investigação for concluída, o processo será encaminhado ao Ministério Público do Condado de Cobb para análise", completou a polícia de Powder Springs. Família contesta polícia À TV Globo, a mãe de Gustavo contesta a versão da polícia e afirma que ele não estava armado quando foi baleado. "Ele era completamente contra armas, era ativista contra a violência, era ativista contra a crueldade dos animais e outras causas. Ele dizia que Deus não criou as armas, que foram os homens. Meu filho não estava armado nem andava armado", disse a mulher.

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/03/06/familia-denuncia-que-policia-dos-eua-matou-brasileiro-apos-pedido-de-ajuda-a-servico-de-saude-mental.ghtml


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