Padrasto acusado de matar criança de 3 anos é julgado por homicídio e tortura no Sul de Minas
29/04/2026
(Foto: Reprodução) Padrasto acusado de matar criança de 3 anos é julgado por homicídio e tortura em Varginha
Começou nesta quarta-feira (29) em Varginha(MG) o julgamento do homem acusado de matar o menino Davi Miranda Totti, de 3 anos. Leonardo José Cardoso Azevedo Capitâneo era padrasto da crianã e responde pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. A previsão é que o julgamento termine somente nesta quinta-feira (30).
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O caso aconteceu em 25 de fevereiro de 2025. Segundo o boletim de ocorrência registrado na época, Davi foi levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pela mãe e pelo padrasto. A equipe médica acionou a Polícia Militar após constatar a gravidade do quadro de saúde da criança.
De acordo com a médica plantonista, o menino deu entrada na unidade com crise convulsiva, apresentando diversos ferimentos e hematomas pelo corpo, lesões no couro cabeludo, sangramento no globo ocular e na boca. A criança também sofreu traumatismo craniano.
Em depoimento, o padrasto afirmou que nada teria acontecido com o menino e que apenas o colocou para dormir antes da chegada da mãe. Ele também disse desconhecer a origem dos ferimentos.
O pai da criança, que esteve na UPA, relatou que havia visto o filho pela última vez no dia 22 de fevereiro e que, naquela ocasião, o menino não apresentava sinais de agressão.
Padrasto acusado de matar criança de 3 anos é julgado por homicídio e tortura em Varginha; Davi
Júlia Reis/g1 e redes sociais
Davi ficou internado por 14 dias no Hospital Regional de Varginha, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada em 11 de março.
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O advogado de acusação, Roberto Massote, afirmou que a família busca entender o crime.
"Estamos buscando respostas aos questionamentos sobre esse crime bárbaro. Hoje vai ser muito importante para a resposta dessas perguntas, principalmente a motivação, o porquê de isso ter acontecido", disse.
O advogado do réu, Fábio Gaudêncio, sustenta que houve falhas na acusação e pede a absolvição de Capitâneo.
"O foco hoje não é negar a tragédia, mas sim explicar, explanar para o conselho de sentença a realidade e tudo aquilo que foi ignorado pela acusação. A acusação ignorou vários fatores em relação à própria investigação, em relação à extração de celular, fotos antigas, depoimentos de pessoas próximas à vítima, próxima a todos os envolvidos", afirmou.
A mãe de Davi chegou a ser investigada por omissão de socorro, mas, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, não foi denunciada pelo Ministério Público neste processo.
Caso Davi: padrasto e mãe da criança são indiciados pela Polícia Civil em Varginha, MG
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